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O PARQUE NACIONAL DO ITATIAIA E A IMPORTÂNCIA DE SUAS ÁGUAS. A ONU e o Congresso Nacional Brasileiro instituiu 22 de Março como o Dia Nacional da Água. Nosso Parque está localizado na Serra da Mantiqueira, um verdadeiro pulmão verde, que garante com seus mananciais o abastecimento de água para grande parte da população brasileira. Cortado por numerosos rios e pequenos córregos que deságuam no Rio Campo Belo (foto) - onde estão as principais áreas de uso público da parte baixa do Parque - o Parque guarda as nascentes deste rio, do Rio Preto (que abastece Visconde de Mauá), Rio Bonito e Rio Grande (um dos formadores da Bacia do Paraná), além de abrigar a nascente mais alta do país, a do Rio Aiuruoca. Do alto do Planalto do Itatiaia também descem os rios Alambari, Pirapitinga e Santo Antônio, principais rios da Serrinha do Alambari. As suas microbacias apresentam grande abundância de recursos hídricos. O Rio Pombo (afluente do Pirapitinga) e o córrego Medeiros (afluente do Alambari) atravessam considerável trecho de área habitada. O Santo Antônio, afluente do Pirapitinga, se destaca pela sua coloração em tons azul e turquesa. Mantiqueira, o seu nome já indica a sua grande importância como fonte de água potável, e seus rios abastecem um grande número de importantes cidades do Sudeste. São seus riachos que formam o Rio Jaguary, responsável pelo abastecimento da região norte da Grande S.Paulo, o Rio Paraíba do Sul que corta uma região densamente habitada e altamente industrializada, e o Rio Grande que irá formar o maior complexo hidroelétrico do país. É nela também que estão localizadas as mais afamadas fontes de águas minerais do país nas regiões de Caxambu e São Lourenço em Minas, Campos do Jordão e Poços de Caldas e Águas da Prata.
No coração do Brasil, a Serra da Mantiqueira é o mais importante maciço montanhoso do país e que se espalha pelas divisas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Possui uma linha de cumes mais elevada que se inicia próximo a Bragança Paulista seguindo na direção norte-nordeste, delineando as divisas dos três Estados até a região de Parque Nacional do Itatiaia e daí continuando dentro do Estado de Minas até Barbacena, numa extensão de aproximadamente 500 km desde a cidade paulista. Desta estrutura mais elevada ela desce em direção ao Sul de Minas formando uma série de montanhas e planaltos elevados. Nela encontramos vários picos com mais de 2.000 metros de altitude, sendo que três estão entre os dez mais altos do Brasil (como o Pico das Agulhas Negras, no Parque Nacional do Itatiaia), e uma das mais belas paisagens do país.
Também, nas terras altas da Serra da Mantiqueira, está sendo implantado o Corredor Ecológico da Mantiqueira (CEM) , onde nosso Parque é parceiro importante. A idéia é estimular a ligação do que restou das florestas desta região do Rio, Minas e São Paulo, garantindo o ambiente apropriado para a sobrevivência do maior número possível de nascentes e espécies da fauna e flora.
Hidrologia Os rios que cortam a região do Maciço do Itatiaia drenam para duas bacias hidrográficas principais: a do rio Grande, afluente do rio Paraná, e a do rio Paraíba do Sul. A porção NE deste Maciço é drenada pelo Rio Preto, componente da bacia do Rio Paraíba do Sul. O rio Campo Belo, o mais importante do Parque, é formado principalmente pelo ribeirão das Flores, que acompanha o vale dos Lírios. No SW, destaca-se o rio do Salto, abrangendo desde as Prateleiras e a Pedra do Couto, até a garganta do Registro e parte do maciço do Passa Quatro. Este rio demarca a fronteira RJ-SP, desembocando também no Paraíba do Sul. Na região NW, o rio Capivari drena parcialmente o “esporão” da Capelinha, sendo afluente do rio Verde, que é formador do rio Grande. Na várzea do Airuoca, nasce o rio Airuoca, que se dirige para o rio Turvo, também formador do rio Grande. Ao Sul, podemos citar diversos ribeirões, como: Palmital, Itatiaia, Carrapato, Água Branca, Barreto, Portinho; e rios como: Pirapetinga, Marimbondo, Pavão, dentre outros. Fonte do texto e quadro acima: Monika Richter (Geotecnologia no Suporte ao Planejamento e Gestão de Unidades de Conservação - Estudo de caso: Parque Nacional do Itatiaia)
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